Noticias sobre área criminal e previdenciário
19 de agosto de 2025 – Brasília-DF
Local: Chácara Pedacinho do Céu, Brazlândia — Distrito Federal
Na noite de sábado (23), um crime de feminicídio chocou Brazlândia: uma jovem de 21 anos foi morta pelo companheiro, de 42 anos, após um desentendimento. O autor do crime tentou fugir, chegando a se esconder em uma cova de cemitério próximo ao local do crime, mas foi capturado em flagrante pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).
O fato ocorreu por volta de 22h45, na Chácara Pedacinho do Céu.
A vítima foi atingida por um golpe de faca no peito, dentro de casa.
Ela foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros do DF e levada ao Hospital Regional de Brazlândia, mas não resistiu.
Segundo informações, ele tentou sair do local e se esconder em uma cova no cemitério, mas foi encontrado pela polícia militar nas imediações.
A vítima já havia procurado medidas de proteção contra o autor. Houve registro de violência anterior e uma medida protetiva foi deferida pela Justiça.
O agressor foi preso em flagrante e encaminhado à 18ª Delegacia de Polícia (Brazlândia), sob acusação de feminicídio.
Esse episódio evidencia uma realidade dolorosa: apesar dos instrumentos jurídicos existentes (como medidas protetivas), ainda há falhas preventivas que não conseguem evitar o desfecho trágico em muitos casos.
Alguns pontos para reflexão:
A eficácia das medidas protetivas: por que mesmo com medidas vigentes, a vítima não foi protegida?
A importância de denúncia ativa por vizinhos, familiares ou pessoas próximas. Muitas vezes, quem convive sabe ou percebe os sinais de alerta.
O papel do poder público em amparar vítimas de violência doméstica, inclusive com assistência psicológica, acolhimento e reforço da rede de segurança social.
A necessidade de conscientização social para identificar, prevenir e denunciar a violência contra a mulher — culturalmente, juridicamente, institucionalmente.
Este feminicídio representa mais do que um crime isolado: é reflexo de desigualdades profundas, de machismo institucionalizado e falhas nos mecanismos de proteção. É urgente que sociedade e Estado atuem em conjunto para romper este ciclo de violência. Mais do que punir — prevenir.

Advogada especialista em direito criminal e previdenciário com mais de 9 anos de experiência.